
Me leva santa emoçao,
A sentar na beira do açude e pescar lambari.
Me leva viver o frescor do ar da roça!
Das nebrinas que nas manhas de junho a moiá us zóios inté us pé.
Os piá da passarada, das rolinha se abanando as penuja pra modi se limpá.
Eta lugar sagrado, ondi os berrá dos boi se mistura nas paizage do lugá!
Onde os cuí cuí das priá no brejo me alembra da infância.
Páia i paió, santuário da fartura
Lugá de chamá a galinhada, bruuu tititi, quite quite quite.
Eta roça sagrada, arreio i traia pindurada
A espera do lombo de um bao alazão, castanho ou que seja...
Sair pras montanhas, matas i vargedo.
Buscar bizerros nascido, vacas parida y tirá os alongados.
Marchando na tuada da pricisão.
La vou por aí ispiando minha busca.
Achando o pirdido.
E cumeno as frutas do pé.
Eta mixirica cherosa!
Goiaba de veiz
Araticum docim!
Marolo desejado com gosto de faz um ano!
Na fomi do bucho, me alembro.
Cheiro da lenha queimando
Me alembro da Bá, da Nega, me lembra de vortá,
De: assenta na mesa cum a turma rapais.
Na proza falada do feito já feito.
Nos ispanto i rizo dos assunto falado
Ta cheirando paiero i café de saco, no arpendre.
Vamo imbora moçada a tarefa num espera.
Sortà i prendê bicho, abri de fechá portera.
Batê leite nas lata, sortá os cedem das vaca, y moda nas radia.
Nos pasto das três hora, cansaço já bate no lombo.
Nos chamando pra fecha o que ta sorto.
Ruma bezerrada,
Ruma vaca,
Ruma!
Óia as ropa no varal, corre que vai chuve!
Vem sentá no arpendre pro café´da tarde, vem!.
Tarde y noite já vem vindo.
E entre muitos fiapos de matos mascado no dente.
Sentamos na grama,
Proza com rizo y prigiça no corpu.
Inté manham cumpadi! Inté...
Fé 18/11/09 Sitges. musicas de Xangai a mover minhas saudades.

